Guilherme Lopes é um jovem de 26 anos da cidade de Piripiri que se tornou no doutor mais jovem do Brasil. Isto não seria notícia se Guilherme não fosse de raça negra e filho de pai pedreiro e mãe costureira – uma família humilde, sem grandes posses financeiras.

Foi graças ao seu esforço e dedicação que Guilherme conseguiu ganhar uma bolsa de estudo do programa Ciência sem Fronteiras que o levou a passar um ano em Espanha a aperfeiçoar a sua pesquisa no Departamento de Farmacologia da Universidade de Sevilla e a ter a sua tese “Bioprospecção da bergenina isolada de Peltophorum dubium, com ênfase nas propriedades antioxidantes e anti-anti-inflamatórias: aporte para o desenvolvimento de novos fitomedicamentos” de doutorado em biologia aprovada pela UFPI, em Paranaíba, Piauí.

Este seu percurso absolutamente excepcional apenas veio provar a importância de apoios nos estudos para jovens de classes sociais mais baixas que infelizmente nem sempre têm a possibilidade de prosseguir por conta própria.

Felizmente, o Estado Brasileiro tem vindo a melhorar as suas condições relativamente ao acesso aos estudos por parte destes jovens, principalmente após 2012, ano em que foi aprovada a Lei das Cotas que garante a reserva de 50% das matrículas por curso e turno nas 59 universidades federais e 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia a alunos oriundos integralmente do ensino médio público, tendo aumentado para 53,2% o número de jovens negros matriculados em Universidades, ao contrário dos antigos 29,1%.

Actualmente Guilherme é professor nas disciplinas de Farmácia e Enfermagem na Faculdade Chrisfapi e sem dúvida um verdadeiro exemplo de que com bastante dedicação e trabalho, tudo é possível!

Fonte: Awebic

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