Por norma, nos últimos meses, as palavras “turismo” e “pandemia” não são aquilo a que se pode chamar um casamento perfeito, porém, um recente estudo patrocinado pela plataforma Booking.com, acaba por revelar que, em 2020, registou-se um aumento da procura por aquilo a que se chama “turismo sustentável”.

O relatório, que reúne perceções de mais de 29 mil viajantes em 30 países, chegou à conclusão que 73% dos inquiridos considera ser mais provável escolher um meio de alojamento que tenha implementado práticas sustentáveis, enquanto 72% pensa que os operadores turísticos e agências de viagens deveriam oferecer mais opções de viagens sustentáveis.

As alterações climáticas são uma infeliz realidade e, em face disto, a consciência dos consumidores está a alterar-se. Esta mudança acaba por revelar-se sob a forma não só de um consumo mais consciente, mas também na pressão que o grande público tem feito sobre marcas e organizações empresariais par que estas adotem práticas amigas do ambiente e atinjam, quanto antes, a neutralidade carbónica.

Além destes fatores, não é surpresa para ninguém que a pandemia e as várias proibições no setor do transporte aéreo de passageiros, ajudou a elevar a consciência dos impactos gerados pela realização de viagens.

Isto acaba por redundar, aquando do reinício das viagens turísticas, num maior cuidado e numa maior vontade por parte dos viajantes de transformar as crescentes intenções em matéria de sustentabilidade, em ações concretas e impactantes.

Estas “ações concretas” têm, de facto aplicação prática e “impactante”. Segundo o estudo da Booking.com, 45% dos turistas já desligam o ar condicionado, 43% preferem reutilizar a sua garrafa de água ao invés de comprar uma nova e 40% assumem mesmo usar a mesma toalha mais do que uma vez para combater o desperdício de água.

Apesar destas ações, ainda muito há a fazer, pois cerca de 48% dos turistas inquiridos consideram ser mais difícil fazer escolhas sustentáveis em viagem, do que no seu dia-a-dia, 41% afirmam mesmo desconhecer como encontrar opções de viagens sustentáveis, 33% veem as viagens de férias como um tempo de evasão e relax, sem estarem a pensar nas questões da sustentabilidade e 32% assumem não saber como podem tornar a sua viagem mais sustentável.

Como responder à procura crescente por Turismo Sustentável: evolução e desafios

Apesar do relatório indicar uma clara evolução na forma como a indústria do Turismo se tem adaptado a estas exigências com, por exemplo, o aumento da disponibilidade de opções mais sustentáveis e mais fornecedores de viagens a implementarem práticas impactantes nas suas operações, há ainda um longo caminho a percorrer.

Voltando ao relatório, verifica-se que 40% dos turistas referiram que ajudaria se os websites de reservas utilizassem um selo que facilmente permitisse identificar meios de alojamento mais sustentáveis, enquanto 37% gostariam que os websites de reservas online oferecessem a opção de um filtro “sustentável” e 35% gostariam que os fornecedores de viagens dessem indicações sobre como adotar comportamentos sustentáveis, em viagem.

Segundo o Turismo de Portugal, um turismo sustentável deve “fazer um uso adequado dos recursos ambientais, respeitar a autenticidade sociocultural das comunidades e assegurar que as atividades económicas sejam viáveis no​ longo prazo, mantendo um elevado nível de satisfação dos turistas” e é isto que o Plano Turismo +Sustentável 20-23, através de diversas ações e alinhado com a Estratégia Turismo 2027, pretende construir.

Em traços muito simples, até porque o programa é extenso, este plano pretende contribuir para estimular a economia circular no Turismo, fomentando a transição para um modelo económico assente na prevenção, redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais, água e energia, reforçando assim, a Agenda para a Economia Circular no Setor do Turismo e colocando o ecossistema turístico na liderança da transição climática, para uma nova economia verde e inclusiva.

Entre outras coisas, o objetivo final é lançar Portugal como líder no Turismo Sustentável a nível mundial e captar turistas que procuram esse tipo de experiência que, como vimos pelo relatório da Booking.com, são cada vez mais.

Bem receber estes turistas coloca do lado dos empreendimentos turísticos sustentáveis existentes, e daqueles que se irão adaptar a este novo modelo, uma série de outros desafios, entre os quais o alinhamento entre atendimento e, claro está, o cumprimento das regras de higiene e segurança relacionados com o controlo da pandemia.

Neste particular, à já mais que sabidas regras de limitação da lotação de restaurantes, cafés, pastelarias e áreas comuns em hotéis e similares, o uso obrigatório da máscara, a dispensa de álcool gel e a distância junta-se ainda a necessidade destes estabelecimentos disponibilizarem obrigatoriamente meios de pagamento com tecnologia contactless integrada como aqueles que, por exemplo a REDUNIQ, marca especialista em soluções de pagamentos, disponibiliza.

Para além de higiénica e segura, uma solução TPA da REDUNIQ permitem às empresas turísticas receber pagamentos de clientes de todos os cantos do planeta, presencialmente ou à distância e na sua moeda de origem através do serviço DCC – Conversor de Moeda, garantido que não perde nenhuma reserva.

Desde soluções simples, para aceitar pagamentos por cartão (cartões nacionais e das principais marcas internacionais), até soluções mais completas que, para além de pagamentos contactless, lhe permitem desenvolver apps à sua medida, os terminais de pagamento REDUNIQ estão isentos de custos de adesão ou fidelização e, como referimos, podem trazer acoplados o serviço DCC que, entre outras vantagens, permite aos clientes escolher pagar por cartão (Visa ou Mastercard) na sua moeda de origem, de forma transparente, informada e segura.

Este serviço pode, ainda, resultar em ganhos adicionais para o negócio pois prevê a entrega de incentivos financeiros mediante o volume de faturação convertida.

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