Choro, olhares tristes, medo e alegria amarga é o que se sente na “Sala do Abraço” do asilo Domenico Sartor em Castelfranco Veneto, perto de Veneza, Itália. Ou, pelo menos, é a expressão no rosto de famílias que se reencontraram com seus entes queridos através de uma parede de plástico.

Com esse método, as famílias puderam visitar os avós, que devem permanecer isolados devido à pandemia do COVID-19, por fazerem parte da população de risco. Assim, embora o contato não seja direto, eles podem se sentir um pouco mais próximos.

Graças ao registo do fotógrafo italiano Piero Cruciatti, num trabalho para a AFP, é possível apreciar o momento emocionante em que os entes queridos, que tiveram de enfrentar esta crise de saúde à distância, voltam a reunir-se, mesmo através do plástico.

Um dos casos mais comoventes foi o de uma filha que visitou a mãe neste asilo. Em seus rostos você podia sentir raiva, frustração e tristeza por não poderem se abraçar como queriam. Procuram aproveitar ao máximo o momento e aproximar os rostos enquanto choram, apesar de estarem separados por este material frio e transparente que os mantém distantes.

“O Hug Room permite que os hóspedes e suas famílias se abracem, permanecendo separados e protegidos de doenças contagiosas, garantindo o contato físico para o bem-estar mental e emocional”, relatou a AFP em um post em sua conta na rede social Instagram.

Depois de controlados os contágios neste país europeu, a Itália vive um surto de casos confirmados de coronavírus, o que fez com que as medidas de flexibilização dessem um passo atrás, para conter a propagação.

Após 8 meses após a COVID-19 ser declarada uma pandemia global, muitos ainda precisam esperar por um abraço caloroso.

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