O gerente Luis Cláudio sentou-se no chão para atender um senhor portador de deficiência. A atitude viralizou nas redes sociais.

A foto de dois homens sentados no chão de uma agência da Caixa Económica, na cidade de Volta Redonda, Rio de Janeiro, viralizou na internet na última semana. Um dos homens, com as pernas amputadas, cedia documentos para o outro homem que o atendia solicitamente. Este homem, de nome Luis Cláudio, é o gerente da agência.

Isabel Paiva, de 54 anos, que também esperava por atendimento na agência, registou a imagem que acabou se espalhando pela internet, por demonstrar a sensibilidade de um homem diante das necessidades do outro.

Esta semana em uma ida a Caixa Econômica da Av.Amaral Peixoto,fiquei encantada ao ver a forma de tratamento de um…

Posted by Isabel Paiva on Friday, July 14, 2017

“Nem sabia que ele era gerente quando fotografei”, disse Isabel em entrevista ao site Razões para Acreditar (…) “Achei lindo o gesto, me emocionei, ele [o gerente] foi muito gente boa, todo arrumado sentou no chão, fazendo seu trabalho com muita alegria”.

Isabel também acrescentou que viu a conversa entre os dois parecia bem tranquila e agradável. A publicação de Isabel já teve mais de 30 mil reações, e ela tenta explicar o sucesso da postagem:

“Penso que pelo fato de não encontrarmos mais pessoas tão solidárias e humanas no sentido real da palavra. As pessoas costumam agir assim, infelizmente, somente com pessoas que possam lhe trazer algum retorno.”

Ela também contou que quando falou com Luis para parabenizá-lo e pedir autorização para postar a foto, ele disse: “Somos todos iguais, não sou melhor que ninguém… posso ser talvez pior!” E sorriu.

Em entrevista ao Extra, Luis Cláudio, explicou que não há nada demais em sua atitude:

“A gente faz isso todo dia. Eu me porto como o cliente precisa. Seu José é um ser humano incrível. Já o atendi outras vezes. Ele veio cadastrar uma senha e uma outra cliente depois me contou que tinha feito a foto. Nem sabia que ia postar e dar essa repercussão toda. Acho que a gente não é melhor que ninguém. Eu precisava sentar para atendê-lo bem. Faz parte da minha obrigação. É também uma necessidade. Eu não me sentiria bem atendendo ele de pé e ele seria mal atendido. Eu me espantei muito com tudo isso porque era um atendimento corriqueiro, normal. Mas fico feliz com o reconhecimento”.

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