No Verão é normal as crianças irem para campos de férias. Contudo, estes servem não só para estas se divertirem, como também para aprenderem determinados valores, como o companheirismo, partilha, respeito pela natureza e pelos animais.

Mas uma colónia de férias na Sociedade Hípica de Brasília foi recentemente acusada por ONG’s de direitos dos animais de maus-tratos, após os monitores autorizarem as crianças a usarem tintas e marcadores para pintarem um cavalo resgatado.

Segundo o responsável pelo marketing da Escola de Equitação da Hípica, Muriell Marques, a tinta não é nociva nem para as crianças, nem para os animais, tendo sido apenas uma actividade pedagógica para ajudar as crianças a interagir com os mesmos. Ainda assim, a advogada e ativista Ana Paula Vasconcelos, considera a actividade uma verdadeira “crueldade” contra o animal. “Eles tiveram a brilhante ideia de colocar o cavalo como tela de pintura, dizendo que seria atividade pedagógica. Disseram que era um cavalo resgatado, mas isso não justifica. A crueldade é a mesma”, disse numa entrevista ao G1.

Muriell garantiu que o animal não estava stressado com a situação, tendo sido levado para ser lavado logo de seguida, incluindo pelas próprias crianças.

Ainda assim, fiscais do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) dirigiram-se à escola entretanto e analisaram o animal, concluindo que este se encontrava em boas condições. A escola foi notificada pelo Ibama e aguarda uma resposta até o plano pedagógico em questão ser avaliado.

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