Bruna Marquezine é uma atriz brasileira que recentemente esteve em Veneza para um festival de cinema. Contudo, antes de se despedir da cidade, decidiu tirar uma fotografia e publicar nas redes sociais.

O que ela não contava era que, apesar dos imensos comentários com elogios, o que sobressaísse fossem as centenas de comentários negativos relativamente ao seu físico, acusando-a de estar demasiado magra.

Cansada da situação, a modelo decidiu publicar uma série de vídeos na sua conta do Twitter onde fala sobre a forma como se sentiu ao ler os tais comentários e que na realidade, as pessoas não faziam ideia do que estavam a falar.

De entre das várias coisas que disse, uma delas é que apesar das pessoas acharem que ela podia estar doente, na realidade, está bastante saudável e que um dos motivos que a levou a emagrecer foi para um papel que iria desempenhar para um trabalho e que o processo de emagrecimento foi controlado e realizado de forma saudável.

“Porque estou falando tudo isso? Motivo número um: ser sincero é diferente de ser sem noção e sem educação. Se uma pessoa te pergunta a sua opinião você deve dizer a verdade, mas agora se a pessoa não pergunta, você deve ficar calado. E aí os chatos de plantão vão dizer que eu sou uma pessoa pública, que se você postou uma foto no Instagram as pessoas podem dar a opinião. Não, não podem.”

“Esse seu comentário ingênuo e inocente como ‘é só um conselho, engorda um pouco mais, vai ficar melhor’ ou ‘emagrece um pouco, você é meio gordinha’ eles fazem com que você comece a se olhar um pouco diferente. Aí a gente se olha no espelho e começa a enxergar coisas que a gente nunca tinha enxergado, que nem existiam, mas se tornam verdade. Uma verdade muito forte dentro da gente que fazem a gente deixar de se amar, deixar de se sentir bonita.

Isso é muito sério, nas minhas fotos estão comentando que eu estou magra demais, nas de outras mulheres estão comentando que elas estão gordas demais.

Tanta mulher com transtorna alimentar aí vem uma gênia e comenta que parece que eu estou com anorexia. E aí fala pra mim: ‘cuidado’. E eu falo: ‘obrigada, se eu estivesse com anorexia você tinha salvado a minha vida’. Não, você não teria salvado a minha vida, você provavelmente teria piorado.”

“Na real, nenhum amigo sabia de fato o que estava acontecendo comigo. Alguns perceberam que eu não estava 100%, mas ninguém entendia o que estava acontecendo.

Quem percebeu mesmo foi minha mãe, meu pai, minha irmã, quem vivia comigo. E foram as pessoas que me incentivaram a procurar ajuda. É óbvio que eu tive problemas de saúde e quando eu comecei a ter esses problemas, eu comecei a ficar assustada, a minha depressão também avançando, eu comecei a tomar atitudes que começaram a me assustar.

E eu fui atrás de ajuda. Eu sofria muito e eu já estava assustada. Dentro da minha dor e do meu sofrimento, eu estava assustada com aquilo, muito assustada, com os problemas de saúde e com as minhas atitudes comigo mesma. Até porque eu sozinha não tinha força de buscar ajuda, eu precisei da minha família. Porque num determinado momento eu não entendia muito, eu sabia que eu estava muito infeliz.

Eu sofria muito e eu estava assustada, com os meus problemas de saúde e com as minhas atitudes comigo mesma. Depois de fazer terapia, de fazer análise, eu consegui estar saudável mentalmente e fisicamente.”

Partilhar é cuidar!

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