Não te esqueças que ela ainda te ama! Sim, ela. Aquela que, durante anos, chamaste de tua. Aquela que, de um momento para o outro, deixou de caber no teu coração. Aquela que te fez sorrir o tempo todo, mesmo quando querias que o mundo te deixasse em paz. Aquela a quem disseste “amo-te” vezes suficientes para ela pensar que seria para sempre.

Talvez o erro dela tenha sido pensar. Mas o teu, meu amigo, foi deixar que todos os seus sonhos tivessem o teu nome.

Ela sonhava estar ao teu lado em todas as tuas conquistas, com um sorriso, e em todas as tuas derrotas, com um simples – mas valioso – gesto. Sonhava poder contar-te as piadas mais secas que conhece e mesmo assim fazer-te rir à gargalhada. Sonhava poder chegar a casa e ver-te todo descabelado e mesmo assim dizer que eras o amor da vida dela – sonhava poder dizê-lo sempre que o teu dia não corresse bem, ou mesmo quando corresse, sempre que chegasses cansado, ou mesmo quando chegasses atrasado ao jantar que ela tinha preparado com tanto carinho. Ela sonhava ser a tua pequenina, para sempre.

“Alguma vez sonhaste em cuidar dela (…)?”

E tu? Alguma vez sonhaste que ela poderia ser a mãe dos teus filhos e a nora da tua mãe? Alguma vez sonhaste em cuidar dela sempre que precisasse, ou mesmo quando não precisasse? Alguma vez sonhaste que aquele sorriso – e tu sabes bem qual – era o sorriso que tu querias, para sempre, no rosto dela?

Talvez até tenhas sonhado tudo isto, um dia. Talvez possa estar a fazer de ti a pior pessoa do mundo – que sei que não és, atenção. Talvez nem te conheça assim tão bem. Mas, meu amigo, conheço-a a ela. E sei que, também um dia, ela vai saber olhar para trás e perceber que nada acontece por acaso. Nada acaba – nem começa – porque sim. E nesse dia, meu amigo, talvez percebas que perdeste o amor da tua vida.

Enquanto esse dia não chega, não te esqueças que ela ainda te ama!

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